Em 1989, o especulador Naji Nahas praticamente faliu a Bolsa de valores do Rio de Janeiro.Agora em 2012, ele consegue na justiça,(a mesma justiça que condenou o especulador e tipificou o crime como falência fraudulenta) decisão favorável a ele no pedido de reintegração de posse de um terreno ocupado por 9 mil famílias. O crime que ele cometeu ficou impune.Nahas recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o processo ficou “dormindo” até prescrever, livrando-o da condenação.Já os moradores de Pinheirinho, em São José dos Campos,que só são lembrados pelo poder público nessas horas, tiveram o pior castigo que um ser humano poderia experimentar.Foram retirados da área pela polícia com uma verdadeira operção de guerra.Foram helicópteros, cães, armamento, escudos, ROTA, tropa de choque, quase dois mil homens a serviço da “reintegração” de posse de 1 milhão de metros quadrados que pertence a Selecta/SA uma empresa falida controlada por Naji Nahas.Detalhe:a tal Selecta deve em torno de 10 milhões em impostos não pagos.Mesmo assim, a área até então não havia sido desapropriada pela prefeitura.Entender esse emaranhado de injustiças vai muito além de simples deciões judiciais.Trata-se de um jogo de interesses que nós, simples cidadãos que lutamos pela sobrevivência, temos um pouco de dificuldade de entender.O fato é que,ainda temos muito que nos indignar e gritar nesse país podre em que vivemos.Quando se trata de negociatas e jogo de poderes, todas as armas são postas em ação.O povo, que não tem onde morar, que paga caro por uma condução pra ir ao trabalho, que faz malabarismo pra não morrer de fome sustentando uma família com o salário mínimo, esse mesmo povo que infelizmente é desrespeitado e achincalhado pelos poderosos do nosso querido Brasil,continuará sofrendo por muito tempo ainda.Enquanto isso, Nahas continua vivendo em sua mansão – com quadra de tênis, piscina e elevador, entre outros luxos ( sem ser despejado). Isso só prova que a nossa justiça nào tem nada de justa.Minha solidariedade a todas essas famílias que tiveram sua dignidade destruída e suas vidas "demolidas".
Por Marcia Alves
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